Eu aproveito os momentos de alegria com meu filho?

            A Alegria parece ser a mais fácil das emoções a serem trabalhadas com nossos filhos. A questão é: como estamos trabalhando esse sentimento, com quantidade ou qualidade? Aproveitamos o momento para inserir conceitos importantes para nossos filhos?

            Assim como realizamos atividades cotidianas no nosso trabalho e fazemos isso com dedicação integral, focados na ação para garantir o resultado que consideramos ideal, também precisamos atuar assim quando brincamos com os nossos filhos.

Você dedica 100% da sua atenção quando está brincando com seus filhos?

            Preste atenção, não estamos falando aqui somente de realizar brincadeiras, jogos, brincar de carrinho, boneca, desenhar ou jogar bola, falamos também de momentos corriqueiros, simples, quando estão vendo desenho ou algum filme e sentamos com eles para acompanhar o que estão vendo. Você faz isso?

            Você precisa entender como ele está compreendendo as informações que estão sendo repassadas por aquele programa. São nesses momentos que entregamos qualidade da nossa presença. Quando comentamos e conversamos com eles sobre determinada fala de um personagem ou mesmo imitamos a voz deles.

Nesse momento lhe faço um desafio:

Você é capaz de listar agora os cinco desenhos preferidos do seu filho?

            Ótimo! Se você conseguiu Parabéns, podemos caminhar um pouco mais. Se não sabe é melhor começar a prestar atenção.

            É possível que muitos pais saibam de cor quais desenhos os seus filhos assistem em determinado período do dia, mas o que falam esses desenhos? Quais conceitos estão passando para os seus filhos. Dependendo da freqüência aquele desenho pode estar passando mais tempo com o seu filho do que você. E alguns desenhos realmente transmitem conceitos de coragem, persistência, curiosidade e criatividade.

            A questão são aqueles desenhos que passam vingança, preconceito e fracasso. É isso mesmo, existem desenhos que passam conceitos de fracasso e o seu filho pode estar se identificando justamente com esse personagem.

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Agora, preciso de um pouco da sua imaginação!

            Imagine o seu filho realizando qualquer uma das atividades acima descritas e você ao lado dele com celular falando ao telefone ou mesmo trocando mensagens com outra pessoa.

            Se você acredita que isso não acontece quando estamos com nossos filhos… Preste atenção… pode ser um sinal de que isso realmente não acontece, ótimo!! Ou pior, nem percebe mais quando está com o celular na mão, já que ele faz parte do seu corpo!!

            Voltando ao exemplo hipotético (será?), você está fisicamente ao lado da criança, mas não está prestando atenção no que ela está fazendo ou sequer sabe o que está passando na televisão, não está entregando nada para ela. Ou melhor está entregando um ensinamento não muito valioso.

            Você está ensinando para o seu filho que estar ao lado dele mesmo que não esteja ‘inteiro ali’ é o mesmo que dar companhia e atenção.

            Pense nessa situação acima descrita ao contrário, quando você estiver mais velho querendo se relacionar com seu filho e ele presente ao seu lado mexendo no celular.  Qual será a sua reação?

            Pedir para ele que desligue o celular e lhe dar atenção? Mas a forma que você ensinou de dar atenção e fazer companhia foi essa, com o celular na mão, fazendo duas ou três coisas ao mesmo tempo. E agora como vai conseguir educá-lo de outra maneira depois de anos aprendendo dessa forma?

            Lembre-se que os filhos aprendem com os exemplos dos pais. Desde o nascimento quando sorriem de volta a cada sorriso que recebem dos mesmos. É por meio do exemplo, da dedicação e do carinho que podemos mudar determinadas situações que ocorrerão num futuro próximo.

Liberte a criança que está dentro de você e seja Feliz!

            A companhia ao lado de uma criança são momentos de alegria e diversão. É a oportunidade de você enquanto adulto liberar um pouco da criança que existe dentro de você, de libertar emoções e sentimentos de felicidade e amor, sem julgamentos ou preconceitos.

            Se quiser compreender como é a brincadeira ou como seu filho sente esse momento é preciso que você faça, que participe integralmente. Isso é percebido facilmente pela criança que vai entender até mesmo a importância dela naquele contexto.

            E o que podemos definir como Alegria, um momento de sorriso, prazer ou alívio por algo que queríamos e realmente aconteceu na nossa vida. Podemos falar que são emoções positivas que nos encorajam a realizar atividades que consideramos prazerosas, como por exemplo o cuidado com os nossos filhos.

            É a felicidade por executarmos algo ou alcançarmos um objetivo pretendido. É o abraço de nossos filhos quando chegamos cansados do trabalho. Ou simplesmente, receber um “eu te amo papai!!” São várias as formas que podemos definir a alegria em nossas vidas.

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E como você está trabalhando essa emoção com seu filho?

            A questão é como é trabalhada essa emoção com seu filho. Quando ele produz acertos ou faz brincadeiras que lhe dão muito prazer, qual a forma que você aborda isso com ele.

            É comum alguns pais mesmo após o filho ter obtido uma vitória ou mesmo realizar alguma atividade em casa e o pai elogiar e depois falar: “mas da próxima vez faça isso, isso e aquilo” ou “você poderia ter feito melhor se tivesse…”. Ou seja, até comemora a vitória, mas associa ao sentimento de fracasso ou insucessos.

            Percebam quando fazemos isso no dia a dia. Não digo que não devemos corrigir ou estimular a melhoria contínua. A questão é o momento e a forma que será abordada essa situação.

            Esse é um ponto que precisamos trabalhar para entender melhor as nossas ações cotidianas. Como são repassadas as informações de alegria, sucesso e acertos aos nossos filhos? Com a mesma ênfase e atenção que criticamos ou negamos algo em suas vidas?

O acerto é uma obrigação?

            A nossa sociedade reforça por meio de uma questão cultural que o acerto é uma obrigação da criança. Quantas vezes ouvimos na nossa infância quando tiramos uma nota boa a seguinte frase “não fez mais que a sua obrigação”, ou quando somos educados, ou ajudamos os mais velhos, é “sempre a nossa obrigação”.

            Quando fazemos algo que pode ser reconhecido é somente a nossa obrigação. Os elogios e o reconhecimento são pouco explorados e tem um poder fantástico, principalmente na primeira infância.

O importante é transmitir esses elogios ou reconhecimento com alegria e entusiasmo. A criança precisa saber claramente que realizou algo positivo e que merece ser reconhecido na frente de todos. Mas lembre-se, estamos falando aqui de algo verdadeiro e que efetivamente foi uma vitória.

            O reconhecimento e carícias são ferramentas que pais e mães precisam demonstrar para todas as situações que seu filho tenha realizado algo positivo ou que mereça ser comemorado.

            Um momento que ele tenha conquistado um objetivo, uma meta, algo simples que ele conseguiu fazer pela primeira vez, até mesmo uma atitude positiva que tenha com outra pessoa. Não estamos falando aqui de bajulação ou excesso de elogios as crianças.

            A Alegria é portanto uma emoção que precisa estar presente no dia a dia da família, da relação entre pais e filhos e na escola. É preciso que seja sempre estimulada e que por meio dela sejam repassados importantes aprendizados para seus filhos.

            Ter momentos de alegria com as crianças são simples e corriqueiros basta que você também se dê essa chance. É preciso ‘ser’ criança naquele momento da brincadeira para que se possa entregar a Alegria que o seu filho merece de você.

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