Seus medos podem virar os do seu filho, como saber e evitar?

É interessante notarmos como o medo é uma emoção ambígua na nossa vida e como podemos aprender nesses momentos. É possível que os nossos maiores medos sejam aqueles que podem nos trazer mais crescimento e autoconhecimento, tendo em vista que por trás dele deve ter uma situação vivenciada por nós, possivelmente na nossa infância, que ficou mal resolvida ou mesmo oculta por muitos anos.

O impacto dos nossos medos na relação entre Pais e Filhos é direto e sempre ocorre nas sessões de coaching com pais e mães que geralmente vem buscar uma mudança de comportamento nos filhos e acabam descobrindo como passaram seus medos para eles.

O medo surge desses momentos, de experiências da nossa vida, em que não conseguimos entendê-las e acabamos por deixá-lo na sombra, na escuridão dos nossos sentimentos. Não é algo que procuramos ou queremos entender com facilidade, mas sabemos exatamente quando aparecem e nos colocam sob pressão entre as nossas ações e a nossa essência.

Mas e o que é o Medo

             O medo é uma sensação boa ou ruim? Pode ajudar ou atrapalhar? É algo que você quer ou não sentir?

É comum as pessoas gostarem de sentir medo. Sim!! As pessoas procuram por isso a todo instante. Quando assistimos a um filme de terror, praticamos esportes radicais ou brincamos na montanha russa e roda gigante. Talvez esse seja um medo controlado e por isso tenhamos vontade de senti-lo.

E como percebemos que o nosso filho está efetivamente com medo de algo que o impeça a ter uma vida considerada normal?

A criança pode falar sobre algo que está com medo ou precisamos identificar por meio de atitudes sutis da parte dela. Uma criança insegura e com medo não confia em si mesmo, se auto menospreza e duvida de qualquer decisão que vai tomar, com alto senso de ridículo. E tudo isso vai impactar diretamente o seu perfil e atitudes perante a vida.

tristeza

Identificando os comportamentos

Então a questão é como vamos trabalhar os comportamentos que nossos filhos possam ter relacionado ao Medo. É exatamente na primeira infância que muitos medos são colocados neles e precisamos ficar muito atentos para ressegnificar esse sentimento.

É nessa fase que colocamos crenças limitadoras em nossos filhos sem que ao menos possamos perceber que estamos fazendo isso.

As frases típicas que ouvimos quando uma crença é formada são as seguintes: “Eu sou assim mesmo”, “Não sou bom em Português”, “Não consigo fazer isso ou aquilo”, “Na Nossa família isso sempre foi assim” ou “Todos na minha família sofrem de determinada doença”, entre outras.

Os Pais têm uma grande oportunidade de entender melhor sobre o sistema de crenças que está sendo formado pelos seus filhos porque podem agir diretamente para a sua maximização.

É isso mesmo não havendo consciência de que as crenças são formadas nesse período e que os medos surgem na maioria das vezes como resultado.

Nós Pais agir e ao perceber essa situação reverter e eliciar crenças poderosas ao invés de limitadoras.

Isso porque as crenças geralmente são colocadas por nós em nossos filhos. Exatamente isso, colocamos crenças que irão limitar os comportamentos nos nossos filhos e gerar medo de tomar atitudes e decisões no futuro.

7formasmedo

Frases que falamos sem pensar

Alguns exemplos de crenças limitadoras que passamos para os nossos filhos:

  • Dinheiro: “Não pega no dinheiro porque o dinheiro é sujo” ou “Dinheiro não cresce em árvore”.
  • Autoestima: “Mamãe falou que não consigo fazer isso”, “Vovô disse que não sou bom nisso”.
  • Timidez: “Filho você é novo na turma por isso eles não falam com você” ou “Deixa de bobeira menino, vai lá e fala com seus amiguinhos novos”.
  • Decisão: “A policia vai te levar se não comer” ou “Se não fizer isso o homem do saco vai pegar”;
  • Fracasso: “você precisa aprender a perder” ou “Você só vai ganhar depois que treinar muito”;
  • Responsabilidade: “eu já te falei para fazer o que o papai mandar” ou “eu não disse que se fizesse isso iria se machucar”;

E assim por diante, são várias crenças que passamos diariamente com os nossos filhos e falaremos especificamente sobre esse tema em posts futuros.

É preciso que saibamos lidar com os medos das crianças e saber que uma parte desses são criados no imaginário delas devido a situações do dia a dia. E isso ocorre de forma natural porque ele preserva e nos protege de determinadas situações. Mais uma vez ressaltamos aqui o limiar entre o limite da dosagem para que um remédio possa curar ou matar.

Os pais devem estar atentos aos sentimentos dos filhos em relação a atividades diárias cotidianas e aproveitar oportunidades para transformar crenças limitadoras em possibilitadoras.

É exatamente na fase da primeira infância que a criança consegue reprogramar comportamentos de modo muito rápido e sem trauma. Precisamos ajudar a criança a acolher esse sentimento que gerou o medo, não devemos ridicularizar ou mandar a criança enfrentar esse medo sem que ela esteja preparada.

Os nossos maiores medos

Algumas pesquisas recentes colocaram o medo da humilhação pública e o medo de rejeição maiores que o medo da morte. Ou seja, os dois maiores medos são originados em momentos da infância em que ficamos preocupados com o que outros podem ou não pensar de nós. É comum carregarmos esses medos durante toda vida criando uma série de problemas futuros.

A nossa responsabilidade é preparar nossos filhos para que possam entender e enfrentar os seus medos. Por isso a necessidade de irmos um pouco além da nossa atual capacidade.

 

É preciso nos conhecermos um pouco melhor para saber quais medos são dos nossos filhos e quais colocamos neles. Aqueles que são nossos medos e não temos coragem de enfrentar, que deixamos tão escondidos que não precisamos nem lembrar até que vemos nossos filhos refletindo esses medos e aí vamos criando um circulo familiar de repassar crenças e medos que vieram dos nossos pais ou mesmo dos nossos avós.

Acreditamos que todos os Pais querem melhorar os seus comportamentos e fazer com que seus filhos sejam adultos emocionalmente saudáveis. E por isso trabalhamos juntos com os pais e crianças para ajudar a ampliar as suas próprias capacidades desenvolvendo as suas habilidades e comportamentos.

Quer saber mais sobre Inteligência Emocional para o Pais, baixe no nosso ebook agora.