Medo de Avião

O Miguel e eu estávamos para iniciar uma viagem de férias quando momentos antes do avião decolar, ainda estava taxeando na pista, ouvimos de uma passageira atrás do nosso banco o seguinte diálogo.

 

Passageira: Filha você está chorando?

Pequeno murmúrios da criança como se tivesse chorando.

Passageira: Gente, ela tá chorando, meus deus, que menina boba.

Menina chorando.

Passageira: Eu não acredito que você vai ficar chorando porque o avião vai decolar.

Continuava a ouvir só murmúrios da criança

 

É possível já perceber pelo diálogo que a atitude da mãe não consegue atingir o objetivo desejado (é evidente que jamais acreditamos que uma mãe ou qualquer outra pessoa queira humilhar uma criança). Percebe-se que a intenção é desestimular a criança ao choro devido a decolagem do avião.

 

Infelizmente essa situação não foi única na viagem sendo que ocorreram outros casos que iremos falar mais adiante. Em muitos momentos se não estivermos muito atentos aquilo que falamos agimos por impulso e sem nenhum controle emocional.

 

Assim acabamos por não passar os conceitos adequados, e, além disso, implantamos crenças e medos em nossos filhos.

 

Enfim, voltando ao diálogo…

Nesse caso a mãe que atua com controle emocional e trabalha isso com seus filhos faria da seguinte forma:

 

Passageira: Filha, você está chorando? Acredito que você esteja assim porque o avião vai decolar (criar empatia com a criança). Ficamos com “frio na barriga” na hora da decolar né…Mamãe também fica assim, mesmo tendo feito muitos vôos.

A criança nesse momento já começa a perceber que o sentimento dela não é novo e que a mãe é capaz de entendê-la.

Passageira: Vamos fazer assim…dê a mão para a mamãe e vamos imaginar que estamos voando igual uma linda borboleta…vamos fechar os nossos olhos e imaginar um lindo vôo de borboleta.

(A criança sente amparada e certa de que o sentimento do Medo existe, mas pode ser dominando. Ainda mais com o auxilio de sua mãe).

 

A ideia é demonstrar empatia e compreensão com a criança sobre sentimento que ela sentindo. E depois demonstrar que essa emoção é comum, mas que pode ser tratada de outra forma que não o choro. Ou seja, ao invés de chorar e se amedrontar a criança com controle emocional vai entender o seu sentimento e saber usar a seu favor.