Como nosso filho deve lidar com a chegada de um irmãozinho

Uma das experiência mais difíceis para uma criança é dividir a atenção, ainda mais quando nasce um segundo filho e os pais precisam estar mais dedicados ao bebê. Se preparar para esse momento é fundamental para que possam ter a capacidade de preparar o filho mais velho.

Isso mesmo, é necessária uma preparação interna nossa para que possamos tomar as atitudes adequadas para dividirmos a atenção que antes era exclusiva. É natural agirmos de forma mais atenciosa com o bebê e por isso precisamos estar atentos e preparados para esse momento.

Inclusive tem sido comum a procura de Pais pelo processo de Coaching para que possam entender melhor sobre os seus próprios sentimentos e emoções e assim se preparar para enfrentar os desafios de um segundo filho.

Gravidez

Essa preparação deve ocorrer desde o momento que a gravidez foi confirmada. É importante já começar pequenas mudanças que muitas vezes são adiadas por comodidade para os Pais. É possível: mudar o irmão mais velho do berço para a cama, parar de dar banho no suporte, deixar de usar a cadeirinha de alimentação, mudar a cadeira do carro, arrumar um lugar no guarda roupa, entre outros.

Isso tudo deve ser realizado com muito cuidado e respeitando a fase de cada criança. Não deve ser realizada nenhuma mudança somente por desejo dos pais, mas de acordo com a experiência da criança.

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Rejeição

De qualquer forma o irmão mais velho vai sentir que algo foi tirado dele, isso é fato, não tem como negar. O melhor é NÃO negar. O desafio é fazer com que o irmão veja e entenda os benefícios da chegada do irmãozinho, E sob hipotese nenhuma sinta-se rejeitado por parte dos pais.

As pequenas mudanças realizadas ao longo do tempo e sempre de forma muito carinhosa e afetuosa são um caminho para diminuir esse sentimento, que deve ser trabalhado desde o primeiro dias da gravidez.

 

Fator de risco

Vocês irão perceber também que os próprios familiares podem ser um “fator de risco” para se criar um sentimento de rejeição por parte do primeiro filho. É preciso ficar muito atento as visitas que o irmãozinho vai receber em casa.

Os pais precisam estar prestar atenção e sempre indicar que o outro filho também está ali perto ou ter sempre algum mimo ou presentinho para o caso da visita levar algo somente para o bebê.

 

Esforço Extra

Nesse ponto que precisamos ter mais cuidado. Imagina a mãe ou pai que acabou de cuidar do bebê durante a noite ou parte do dia e o outro filho chega naquele pique querendo brincar e o pais já exaustos se negam a entregar mais alguns minutos para o filho mais velho.

É por isso que reforço a necessidade dos pais entenderem e se preparem para esse momento. Será realmente necessário um esforço extra para entregar mais tempo para ambos os filhos, em detrimento de períodos mais longos de descanso ou sono.

Além disso é fundamental que os pais dividam o seu tempo para brincar com o filho mais velho sozinhos durante um determinado período do dia. Sem falar que devem sempre estimular os parentes e amigos a também darem atenção para o primogênito.

 

Papai, nós já podemos devolver o Dudu?

É comum que alguns irmãos acreditem que podem devolver o bebê já que estão se sentindo rejeitados e sem atenção dos pais. Quando isso acontecer é aconselhável que os pais deem a devida atenção aos argumentos da criança levando os seus sentimentos a sério. Esse pode não ser o melhor jeito de falar sobre o assunto, mas eles estão relmente sentindo isso.

Precisamos entender a experiência que estão vivendo, respeitar e orientá-los para que possam lidar com essa emoção. A rejeição ou mesmo a insegurança são medos que a criança vai ter em algum momento da vida e por isso precisam aprender a lidar com elas.

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Agressões

Em alguns casos é possível que o irmão mais velho até venha a agredir o bebê ou até mesmo usar de uma força desnecessária no “carinho”. É preciso entender o sentimento dele e tratar com acolhimento e sentido de pertencimento naquela família.

Negar e rejeitar isso ou mesmo “dar uma bronca” vão criar o efeito oposto e reafirmar na criança o sentimento de rejeição ou insegurança.

A preparação anterior ao nascimento do filho é fundamental para os Pais já que em alguns momentos a situação é tão rápida e os gestos são automáticos que já precisamos estar “treinados” para agir de forma diferente ou acabaremos repetindo a mesma história.

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