Pais, como vocês percebem os sentimentos e emoções dos seus filhos?

O ato de perceber os sentimentos dos nossos filhos pode parecer lógico ou mesmo óbvio para qualquer pai ou mãe. Entretanto, ao vivermos no “modo automático” com as rotinas diárias e diversas atividades, temos cada vez menos tempo para prestar atenção em algumas coisas simples que acontecem no dia a dia dos nossos pequenos.

A percepção dos sentimentos é algo relevante no sentido que a partir da identificação dele poderemos tomar a decisão mais adequada para apoiar e suportar as dores que eles estiverem sentido ou mesmo escondendo.

 

História:

Em uma reunião com amigos recentemente, um deles me disse que após as nossas diversas conversas ficou mais atento aos sinais que a filha dá em relação aos seus sentimentos. E me contou a seguinte história:

Carlos, pai de Rafaela (sete anos), percebeu que a filha havia implicado com o irmão (quatro anos) o dia inteiro, com frases típicas como “Você está no meu espaço”, “Porque você está olhando para mim” e vários “Sai daqui”. Ou seja, inventando vários motivos para ofender o irmão.

O pai vendo e percebendo a situação ao invés de negar e desprezar os sentimentos da filha com frases “Deixa de ser boba”, “Larga seu irmão” ou mesmo “Agora um vai ficar aqui e o outro ali”. Ele foi próximo a ela, sentou-se na altura mais próxima ao seu olhar e disse que às vezes também ficava chateado com algumas coisas e que gostaria de saber o que estava chateando ela. Já a filha ainda na defensiva, não quis falar mantendo-se em silêncio e lacrimosa.

 

Hora da mudança

Carlos ao final do dia foi até o quarto da Rafaela, que já se arrumava para dormir e chegando lá viu a filha deitada e ainda chateada. Sem perguntar nada ele sentou ao seu lado e começou a contar uma história, uma metáfora sobre uma guerreira que havia perdido e ganhado muitas batalhas.

Na história, Carlos (seguindo dicas que já passamos aqui no blog…rsss) inseriu conceitos sobre amor, carinho, companheirismo e respeito. Ele me disse que viu essa história num filme da TV e adaptou para a Rafaela. Realmente não importa a veracidade da história e muito menos segui-la a risca.

Após contar a história, Carlos deu um beijo e um abraço na filha e disse que ela era a sua pequena guerreira e que juntos poderiam enfrentar ainda muitas batalhas.

Ao final desceu e foi acabar de arrumar as coisas na cozinha, junto à esposa e o filho menor. Em alguns minutos Rafaela desce as escadas e sentou para tomar um copo de leite antes de dormir, conversou mais um pouco com os pais e até deu um beijo e um abraço no irmão antes de dormir.

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Afinal, o que aconteceu?

As atitudes da Rafaela indicavam que na verdade ela precisava de um pouco mais de atenção dos pais e até mesmo a necessidade de reforçar sua posição dentro daquela família. Não foi possível identificarmos o que gerou isso, mas também não importa já que ela conseguiu resolver isso com a ajuda do Pai.

Veja como é importante percebemos esses pequenos sentimentos ou dicas que nossos filhos nos dão todos os dias. Essa conexão é fundamental para irmos além da simples manutenção do dia a dia e começarmos a trabalhar a compreensão.

É fato que sempre nos dedicamos ao máximo e os exemplos aqui expostos servem justamente para que possamos comparar e utilizar como referência.

 

                Aqui são Pais aprendendo JUNTOS pois assim podemos mais.