Não concorda com o castigo? Então veja essas cinco formas alternativas:

O castigo é uma forma usualmente utilizada pelos Pais para repreender a criança quando a mesma não cumpre com algum limite que foi imposto por eles. No texto: O castigo dos filhos pode ser para vida inteira nós descrevemos mais sobre essa opção e suas conseqüências.

Em resumo, verificamos que o castigo quando aplicado do jeito errado geralmente  pode trazer três ensinamentos para a criança: medo dos pais , frustração (sentimento que fazendo o mal para o outro podemos reparar parte do erro dele) e a sensação de culpa reforçada (quando a criança chora e é retirada do castigo).

Enfim, no texto detalhamos essas conseqüências e aqui vamos mostrar formas alternativas ao castigo. Particularmente, não acreditamos que essa prática seja aquela que contribui para o desenvolvimento da criança. Mesmo assim, reforçamos que caso seja realizada o façam observando as informações do texto anterior.

Alternativas ao castigo

As alternativas ao castigo são práticas que podemos desenvolver com as crianças para evitar que as mesmas não necessitem passar por tal situação devido ao entendimento claro sobre os limites que foram acordados.

Em simples analogia em relação à saúde podemos colocar essas alternativas como um modo de prevenção igual à realização de atividades que fazemos diariamente para evitarmos doenças no coração, por exemplo. Fazemos atividades físicas e temos uma alimentação saudável para evitar um infarto.

É a mesma coisa com o castigo. Vamos apresentar técnicas que devem ser utilizadas no dia a dia com os nossos filhos e serão muito úteis para uma vida emocionalmente mais saudável.

criança

                #1 Comunicação Assertiva e Clara: A assertividade faz referência a nossa capacidade de dizer o que pensa de uma maneira clara e respeitosa. É uma forma de expressar o que queremos e gostamos, como também o que não queremos e não gostamos, sem lugar para dúvidas ou julgamentos. Assim falamos de forma clara, sem julgamentos e sem espaço para pequenas mentiras ou crenças limitantes que podemos passar para os nossos filhos.

#2 Comunicação Positiva: Ao indicarmos para os nossos filhos os limites na forma positiva estabelecemos uma clareza mental no seu entendimento. O nosso cérebro tem dificuldade em absorver a palavra “não” e por isso quando a falamos indicando um limite estamos num primeiro momento, basicamente impondo algo ao contrário do que queremos, gerando uma confusão. Por exemplo: “Filho deixe a sua mochila organizada” gera um entendimento claro, positivo e assertivo, ao invés do comum “Filho, não bagunça a sua mochila”.

#3 Ajudar a atingir o objetivo: Devemos ajudar os nossos filhos a entender o que esperamos deles. Se já falamos uma vez e não deu certo, não adianta ficar frustrado ou irritado com a situação. Tenho certeza que vários já tentaram isso e o resultado não foi aquele pretendido. Se ajudarmos o nosso filho na primeira vez o aprendizado é mais rápido. Por exemplo: Se o chamamos e ele não vem para onde queremos. Levantamos e pegamos a mão dele e trazemos para o lugar que queremos explicando (de forma assertiva e clara) a necessidade dele estar ali naquele lugar.

#4 Explique as consequências: As crianças devem entender a consequência dos seus atos e nós somos responsáveis por demonstrar isso para eles antes que a vida o faça. Se estabelecermos uma norma como a hora de dormir ou o tempo que vai ficar no tablet, por exemplo, e a criança desrespeita essa norma, então devemos explicar e aplicar as consequências imediatamente. No caso da hora de dormir, a consequência pode ser não sobrar tempo para contar uma história ou não dar tempo para ver algum desenho pela manhã (já que a criança vai acordar mais tarde). O importante é que essas consequências sejam explicadas de forma assertiva e clara, não como forma de punição e sim uma escolha errada.

#5 Trabalhar com as expectativas: Ainda de acordo com o exemplo anterior devemos trabalhar as expectativas das crianças de forma que entendam e respeitem os limites. Uma criança que vai dormir no horário pode ouvir uma história ou até duas, assim como, também merece ver um ou dois desenhos pela manhã. Assim, a atenção deles fica no positivo e, portanto, na hora que for estabelecer consequências o façam de modo que tenham uma perspectiva positiva.

É fundamental percebermos que os nossos filhos necessitam de muito tempo e atenção da nossa parte. Se por algum motivo não podemos oferecer isso precisamos ficar atentos às nossas frustrações e às deles para que tenhamos uma relação harmoniosa.

Em muitos casos o castigo acaba sendo uma solução mais fácil e prática para essa falta de tempo. Vimos aqui cinco formas que podemos desenvolver com os nossos filhos que irão resultar em um número menor de momentos de estresse, frustração e raiva.

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Entretanto, as formas apresentadas são mais demoradas, envolvem mais compreensão, tempo e devem ser repetidas algumas vezes para que possam dar resultados. Estamos na era da “varinha mágica” em que tudo pode ser resolvido com “click” e essa não é opção que temos para ampliarmos a relação com os nossos filhos.

Outra forma de ajudar a entender melhor esse texto é ler o nosso e-book sobre Inteligência Emocional para Pais.  (http://bit.ly/2nvCJL2)

                Aqui são Pais aprendendo juntos.