Veja como raiva pode se tornar uma doença para seu filho

A raiva é um sentimento que afeta diretamente a nossa saúde, e segundo estudos científicos, pode gerar doenças e disfunções cardíacas. O índice de probabilidade de morte cardíaca de uma pessoa suscetível a ataques de raiva é três vezes maior do que naquelas pessoas com temperamento mais estável.

Esse estudo foi conduzido por pesquisadores da faculdade de medicina de Yale[1] com 929 homens que haviam sobrevivido a ataques cardíacos e foram acompanhados por dez anos.

Os pais e mães associam a raiva com a birra sendo uma das questões mais abordadas no Coaching para Pais.

E descobriram ainda mais…

Ao solicitarem para os homens que realizaram o estudo para falar sobre o seu sentimento momentos antes do ataque cardíaco foi constatado que a raiva duplicava o risco de parada cardíaca.

Em outro estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford foi constatado que a medida que as pessoas iriam narrando fatos que os haviam aborrecido, a eficácia do bombeamento do coração caia 5%.

Esses mesmos pacientes narraram outros sentimentos desagradáveis como ansiedade e também realizaram esforços físicos. E em nenhum desses momentos houve queda tão expressiva quanto aqueles que estavam sentindo raiva.

Continue lendo… e entenda mais como tratar a raiva nas crianças.

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E como faço para não sentir raiva?

Sabemos que todas as pessoas vão sentir raiva em algum momento e por isso  é um sentimento que precisamos entender, porque também é importante para nós já que nos permite aprender e tirar uma energia para realizar atividades com uma determinação ainda maior.

A questão é quando a raiva torna-se uma resposta padrão para qualquer situação que nos aborreça ou nos deixe chateados. E assim leva a pessoa a uma mágoa ou ressentimento que se torna constante a ponto de definir um estilo pessoal.

É possível imaginarmos uma situação quando você está esperando o elevador no seu prédio. A pessoa que tem a raiva como resposta padrão, logo já fica ressentida por imaginar que existe outra pessoa segurando o elevador em outro andar e assim prejudicando ela. Em alguns mais crônicos tem certeza que isso é de propósito.

O que pode ser feito nesse caso é utilizar a empatia como solução, vendo a situação sob a ótica de outra pessoa. Também é possível imaginar que a outra pessoa esteja tendo algum problema e por isso está segurando o elevador. Ou mesmo pensar que é uma excelente oportunidade para descer de escada pelo menos uma vez.

A raiva é um dos momentos em que acessamos no nosso íntimo um imenso potencial de realização pessoal, é quando somos mais do que aparentamos ser e fazemos coisas que nunca imaginávamos. Por isso a importância de canalizarmos toda essa energia para um foco positivo.

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E porque as crianças dão birra?

Essa situação é uma excelente oportunidade para os Pais trabalharem com a criança. Descobrir qual a experiência que ela teve que gerou um sentimento que ela não consegue lidar. É claro que antes precisamos aguardar a birra terminar o que pode ser realizado com ferramentas que já apresentamos aqui no BLOG. 

A crise pode ser uma coisa simples como um brinquedo que não comprou ou mesmo que se quebrou, uma nota ruim na escola, uma briga com o irmão ou até a decepção com um amigo. Não importa.

A questão aqui é utilizar dessas experiências negativas que acontecem com todas as crianças e fazer delas uma oportunidade de crescimento pessoal. E assim mostrar que a raiva deve ser utilizada como forma poderosa de encontrarmos outras soluções que antes não conseguimos enxergar.

É fundamental que nós Pais possamos desenvolver essa competência emocional em nossos filhos e ensinar a eles a lidarem com a raiva. É claro que antes teremos que trabalhar com a forma como nós mesmos trabalhamos com essa emoção no dia.

Os nossos filhos vão aprender aquilo que nos vêem fazendo em casa e não o que lemos nos livros. É preciso ter exemplos dentro de casa para que possam seguir acreditando no que devem ou não fazer.

[1] Lynda H. Powell, “Emotional arousal as a predictor of long therm mortality and morbidity in post M.I.Men”

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