Onde errei com meu filho?

Se você não quer falar isso sobre o seu filho, leia esse texto:

Em quantas situações do dia é possível identificarmos que os nossos filhos merecem carícias e reconhecimentos da nossa parte. Você já parou para pensar o quanto e como dá isso para seu filho, diariamente, ou mesmo de vez em quando?

E isso não quer dizer dar beijos e abraços, ou mesmo frases como “eu te amo”. Não digo para contar a quantidade de vezes, e sim quantas vezes o faz com carinho e amor.

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Quantidade x Qualidade

Se você fosse contar, possivelmente essa quantidade seria menor do que a quantidade de vezes que diz não para ele. Enfim, isso é só um alerta, não importa a quantidade em si, mas a forma como você demonstra o reconhecimento.

Esses são recursos que devem ser utilizadas pelos pais e mães para demonstrar atenção e compreensão das situações que seu filho tenha realizado algo positivo ou que mereça ser comemorado.

O elogio e a autoestima

Um momento que ele tenha conquistado um objetivo, uma meta, algo simples que ele conseguiu fazer pela primeira vez, até mesmo uma atitude positiva que tenha com outra pessoa.

Perceba que a intenção é reconhecer uma atitude positiva que de fato tenha ocorrido e que você queira reforçar para ele. Não estamos falando aqui de bajulação ou excesso de elogios às crianças por qualquer coisa que tenham feito.

Em geral, fazemos isso com os pequenos, mas deixamos de fazer ao longo do tempo quando crescem até se tornarem pré-adolescentes, porque consideramos o que fazem como sendo nada mais do que a sua obrigação.

Entretanto, reforçar comportamentos positivos do seu filho apoia muito o desenvolvimento da autoestima, principalmente, na pré-adolescência, período em que estão vivendo justamente uma “crise existencial”. Ou seja, estão procurando o seu lugar no mundo e na sociedade.

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Como fazemos isso?

O modo como você elogia seu filho é animador, motivador, efusivo ou mesmo eloquente? É feito em algum lugar sozinho ou na frente de outras pessoas? Você reforça as conquistas dele mesmo que sejam pequenas para você, mas para ele talvez seja a primeira vez?

E o mais importante você faz esse reconhecimento da mesma forma que faz quando dá uma bronca? Quando você vai repreendê-lo como faz? Em tom de voz alta, agitado, gesticulando muito e falando de cima para baixo com ele?

Imagine a cena da última vez que chamou a atenção do seu filho, como foi? Na forma como descrito, ou de modo ponderado, no mesmo tom de voz que costuma falar com ele, olhando em seus olhos, na mesma altura, num lugar reservado?

Perceba como são situações diferentes que podemos nos comunicar com a criança sendo comum realizarmos a primeira opção para transmitir algo negativo, e a segunda opção para transmitir algo positivo, isso quando damos reconhecimentos e carícias pelas suas conquistas. E quantas vezes dizemos NÃO diariamente para a criança e em muitos casos de forma agitada e ríspida?

Precisamos perceber como a maioria de nós repreende os filhos de uma forma muito mais eloquente e enfática e numa quantidade muito maior de vezes do que geramos reconhecimentos e carícias. E mesmo assim quando fazemos é de modo contido e reservado.

Qual dessas situações você acredita que ficará gravada na memória do seu filho?

A criança vai sendo acostumada desde pequena a ouvir ‘nãos’ e ser repreendida a todo instante de forma dura e em muitos casos sem nenhuma explicação. E assim norteia o seu desenvolvimento emocional, a sua personalidade e até a mesma a sua capacidade de ação perante diversas situações da vida.

Esse processo ocorre desde criança culminando na sua adolescência, momento o qual ela busca um maior espaço e integração com a sociedade. É nessa hora que muitos Pais percebem que não possuem uma relação mais próxima com seus filhos.

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Isso é coisa da idade…

É triste e mais comum do que muito de nós imaginamos, e isso não é “coisa da idade” como as pessoas costumam falar. Uma desculpa simples e fácil de assimilar e assim encerramos de vez a nossa conexão com eles.

O fato de irmos acostumando as crianças a ouvirem ‘nãos’ e julgando a todo instante as ações delas, faz com que dia após dias vamos perdendo a conexão com eles. E quando percebemos isso pode ser tarde demais?

Alguns Pais podem estar pensando que dizer o “não” seja um fator importante para criar limites e educar a crianças e outros até generalizam com frases do tipo “Hoje em dia não pode mais nada”, “Eu nunca disse não para esse menino e hoje ele só faz o que quer” ou “Tá vendo…não tem limite porque nunca ouviu um não”.

Esses são conceitos que aprendemos com os nossos pais e que serviam para outra sociedade num outro momento. Hoje, podemos ir além e fazer muito mais sobre o comportamento dos nossos filhos.

Estabelecer limites

A definição de limites é realizada por meio de uma comunicação assertiva, não violenta e sim positiva. Isso mesmo, de forma positiva sem utilizarmos o negativo, respeitando a criança e sabendo da sua capacidade de assimilar os conceitos que queremos passar.

Ao explicarmos e nos comunicarmos com assertividade criamos um vínculo maior e uma compreensão da criança que estamos juntos nessa jornada, que estamos participando dela como alguém que a compreende e respeita e assim criamos uma ligação de amor e carinho.

As crianças realizam atividades, são extremamente ativas e estão a todo tempo se mexendo e fazendo coisas, mas tenha certeza que nenhuma delas quer se machucar, magoar ou mesmo desrespeitar alguém e muito menos os Pais que tanto amam.

 

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