Como não culpar seu filho e estabelecer uma comunicação assertiva

O nosso dia a dia é cercado de situações com os nossos filhos que precisamos estabelecer uma comunicação assertiva e positiva para que possamos criar limites e ensiná-los sobre as consequências de nossos atos.

É comum os Pais agirem por impulso ou por aquilo que aprenderam quando crianças e tomarem atitudes mais energéticas que geram medo e raiva. Confundimos respeito com medo e achamos que um simples olhar ou mesmo um “Não faça isso” é suficiente para darmos uma ordem a nossos filhos.

O papel dos Pais

A questão é que no nosso papel de pais temos a responsabilidade de educar e fazer com que eles compreendam a si mesmo, as suas atitudes e comportamentos. Não é possível transferir o que nós somos para eles e nem fazer com que atuem sempre com medo do que pode vir a acontecer.

Recentemente, um dos Pais que faz o trabalho de Coaching para Pais me contou uma história que teve com os filhos sobre um fato que aconteceu em casa. Algo comum que possivelmente faz parte do diálogo de qualquer família.

Eu fiz a adaptação da história para que possam perceber como fazer uma comunicação assertiva e positiva com as crianças. Assim a partir da sua percepção de como agiria com elas vocês podem analisar os pontos de melhoria no seu próprio diálogo.

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Trabalhando comportamentos

Os filhos estão brincando com a bicicleta na garagem e o pai avisa para quando acabarem guardarem a bicicleta para que não pegue chuva.

Percebam que o Pai informa o motivo para guardem a bicicleta e isso demonstra uma comunicação clara descrevendo a necessidade que será atendida. Assim, começamos a trabalhar as conseqüências.

Lembre-se de não julgar os comportamentos do seu filho. Se você acreditar que ele não vai entender só demonstra a sua pouca fé na capacidade de aprendizado e não a dele.

No outro dia, após a chuva, a família amanhece com a bicicleta na garagem, e ela está toda molhada e o pai pergunta:

– Como que a bicicleta ficou do lado de fora da casa na garagem? (Aqui a pergunta é “como” para que possa entender a situação e não o “quem” para julgar e punir)

Os filhos olham com nervosismo um para o outro e falam:

– (O filho mais novo) Papai eu estava brincando com ela ontem a noite, mas eu iria guardar quando a mamãe nos chamou;

– (Filho mais velho) Mas eu falei que iria dar mais uma volta depois do jantar;

Então o pai pergunta:

– O que acontece com a bicicleta quando ela fica fora da garagem? (aqui não há julgamento ou acusações de porque um ou o outro não guardou, atenha-se ao fato)

E ao mesmo tempo eles responderam:

Vai estragar papai.

Nessa hora o Pai chega ainda mais próximo deles e pergunta:

E se a sua bicicleta estragar o que vocês iram sentir? Como seria se vocês não tivessem mais a bicicleta para brincar no quintal? Quando algum dos seus brinquedos estragam o que vocês sentem?

As crianças nem precisaram responder porque já fizeram uma cara de chateadas imaginando a situação de ficar sem a bicicleta.

O pai compreende o que houve e faz um pedido aos filhos:

– Então o que nós precisamos fazer da próxima vez?

E as crianças atentas ao que pai está dizendo.

– Então vocês precisam prestar atenção na próxima vez. Precisam ficar atentos as suas coisas.

Além disso, diz o Pai:

– Quando eu falo com vocês e não cumprem o que combinamos eu fico chateado. Eu preciso que vocês fiquem atentos e cumpram os acordos que fizermos. Tudo bem?

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Os filhos entenderam e assimilaram o recado. E assim o Pai pediu para os meninos irem guardar a bicicleta imediatamente.

Esse tipo de diálogo depende de treino e repetição com as crianças para que elas possam perceber as consequências dos seus atos, mesmo que sejam crianças menores na faixa de 2 a 3 anos que ainda não possuem o seu cérebro desenvolvido plenamente.

De qualquer forma o exercício da comunicação assertiva faz com que você mesmo numa situação de raiva tenha atitudes relacionadas ao aprendizado e crescimento da criança. O treino e a repetição faz com que seu inconsciente assimile mais facilmente a técnica, e assim aumentar as suas chances de atuar dessa maneira.

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                Aqui são Pais aprendendo juntos.