No Dia das Mães, só uma palavra: Gratidão!

Os antigos povos que habitavam esse nosso mundo diziam que o fogo é uma energia que nasce pequena e vai aumentando a cada segundo, e se tiver perto de outras brasas ganha uma proporção ainda maior, pegando a mesma estrutura do fogo que está ao lado, crescendo cada vez mais.

A estrutura do fogo se assemelha ao amor de mãe que nasce pequeno e puro como é a concepção que temos das coisas, e vai crescendo a cada dia, mais e mais, a cada contato, a cada discussão, a cada briga e até mesmo na distância que separa alguns filhos.

Lembre-se, você pode sempre reaquecer essa chama.

 

Amor de mãe

Dizem que o amor não tem distância, que supera barreiras, que move montanhas e  possivelmente esse deve ser o “amor de mãe”. Se o único ou primeiro amor que nós temos é o amor próprio e a partir dele podemos criar ou dividir com os outros, o amor de mãe com certeza nasce dessa essência, de forma natural e incondicional.

Nem todas que nos acompanham aqui são mães, por outro lado tenho a certeza que são filhas, e assim podem até ainda não sentir o amor de ser mãe, mas com certeza sabem o que é o amor de mãe.

O sentimento comum é que mãe aguenta tudo e que podemos descontar todas as nossas emoções nela, sejam boas ou ruins, alegria ou raiva, medo ou tristeza, estejamos com razão ou não. A questão é que as mães são sempre nosso porto seguro.

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Porto Seguro

Quando falamos em porto seguro nos remetemos ao nosso inconsciente ao único lugar verdadeiramente nosso, que é a nossa essência, quem somos e o que fazemos por nós mesmos. E você, já parou para pensar que até nesse ponto nossas mães foram as primeiras ligações que tivemos com o mundo? O primeiro contato com a vida?

Nós fomos concebidos dentro delas, utilizando de seu corpo físico, da sua estrutura emocional, dos seus pensamentos e das suas ações, caminhamos juntos por muito tempo e acredito que por isso tenhamos tanta segurança nos seus braços, ontem, hoje e sempre.

E mesmo sabendo e sentindo todo esse amor nos pegamos muitas vezes julgando as nossas mães. Vamos crescendo e acreditando que agora sabemos tudo sobre o mundo, e assim não mais precisamos aprender com os nossos Pais.

Esse momento já chegou para você? Talvez tenha acontecido quando criança, adolescente, jovem, adulto ou ainda faz isso até hoje.

A questão aqui é que podemos ter a certeza que nossas mães fizeram o melhor que tinham naquele momento das suas vidas. Faça um teste. Pare para pensar um minuto e lembre como era a sua avó, se você não conheceu, se esforce para imaginar, pelas histórias que já contaram.

Imagine como seria a vida da sua mãe, como ela foi criada, o que passou, o que viveu e qual era a concepção dela do mundo. Perceba os locais por onde ela andou, o qual foi criada, os amigos que poderia ter.  É possível até que você possa sentir o que ela sentiu estando e vivendo nesse ambiente.

Como viver tudo isso e hoje ser a sua mãe ou se você for mãe como é agora perceber que você será lembrada por seu filho ou filha. Daqui há alguns anos quando ele ou ela for maior e tiver a sua idade. Como vão lembrar de você?

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Como você quer ser lembrada?

É como a sua mãe é lembrada por você hoje? É como você trata a sua mãe hoje? Da forma que você dá atenção, carinho, amor para ela? Nas palavras que você diz diariamente ou mesmo de vez em quando, mas sempre sinceras e afetuosas? Como um amigo, ou amiga que realmente está sempre junto para todos os momentos?

Infelizmente, alguns filhos ou filhas não têm suas mães tão próximas, ou mesmo nem estão mais vivas, mas mesmo assim qual a sua lembrança? Como comemoram ou relembram esse dia?

Dia das Mães

As crianças aprendem com os nossos exemplos a todo instante e você pode acreditar que ela vai lembrar dessa data. Sendo o Dia das Mães um dia comemorativo, criado por convenções comerciais ou capitalistas, não importa. O fato é que ele existe.

E que as nossas mães foram ou são o nosso eterno elo com o mundo e com quem nós somos. Aprender com isso é revisitar a nossa própria história. E ainda com a oportunidade de fazê-la melhor a cada dia.

Façamos como o fogo que alimenta sempre outra brasa que está um pouco menos ardente até que vire uma enorme chama. Assim, poderemos saber que o fogo inicial, a nossa conexão sempre estará caminhando adiante e sendo parte sim daquela primeira brasa, mas sempre um novo fogo que se renova a cada dia.

Podemos escolher o que e como vamos repassar os nossos conhecimentos e aprendizado para os nossos filhos. Isso é o que fazemos diariamente. O que precisamos lembrar sempre é o porquê, o motivo pelo qual estamos fazendo isso. Essa é a essência, a chama que arde em cada Pai e Mãe.

É nisso que acreditamos e fazemos o nosso trabalho aqui no blog, na possibilidade diária de ampliar a nossa essência por meio do desenvolvimento de comportamentos e atitudes que estão de acordo com os nossos valores e com os nossos sonhos.

E nesse dia só uma palavra: Gratidão ontem, hoje e sempre!