Todos nós já fomos crianças

É bem possível que ao ler o título você tenha sentido uma pequena emoção por relembrar o tempo em que foi criança ou mesmo sentiu uma certa angústia pelo fato de achar que nunca foi criança. Ou melhor, que não teve uma infância com brinquedos e brincadeiras.

Isso porque todos nós já fomos crianças de um jeito ou de outro. E muitos que não se lembram de muita coisa desses momentos da infância são aqueles que hoje tem mais dificuldade para brincar com os filhos.

Esse é o principal comportamento de infância que é percebido nos pais nas Sessões de Coaching. 

Brincar é IMPORTANTE

Enfim, as brincadeiras que realizamos na nossa infância podem de alguma forma parecer irrelevantes ou apenas uma simples situação de distração e ocupação dos nossos filhos entre um compromisso e outro.

Entretanto, a importância deste ato para a formação da personalidade da criança, assim como do processo de aprendizado da mesma, pode ser percebido em filhos felizes e saudáveis.

Nós precisamos é ir além de acompanhar, e participar das brincadeiras, despertar a vontade de brincar como uma forma de potencializar a pureza e a sinceridade das crianças. E neste ponto é quando precisamos entender que deve-se associar sempre a brincadeira a algo positivo e prazeroso.

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Brincadeiras são momentos FELIZES e de APRENDIZADO

Quando associamos o ato de brincar a um padrão negativo utilizado, por exemplo, para castigar ou manipular a criança, acabamos por ensinar que a brincadeira é um privilégio que elas precisam conquistar.

O brincar é um direito da criança e precisa ser respeitado e não deve ser usado como uma forma de persuadir e manipular as mesmas, especialmente entre 4 e 7 anos. Isso porque quando forem adultas esse ato pode causar-lhes um sentimento de culpa ou perda de tempo.

É possível que você perceba de forma mais clara essa situação se diz frases como “Você não vai sair para brincar enquanto não arrumar o seu quarto”, “Se você não se comportar direto, não vai sair para brincar” ou “Se não comer tudo, não vai brincar”.

Agora é possível identificar como essas frases soam como um padrão negativo que é associado ao ato de brincar e como isso cria um impacto na forma de entender essa situação. Podemos ir mais longe, se a criança vive momentos de alegria somente quando brinca e passa a não ter esses momentos. Como se sente?

É comum nesses casos em que os nossos filhos perdem a alegria de brincar devido a associação de padrões negativos que passem a adotar a tristeza como fonte de atenção e carinho dos pais. A adoção desse padrão durante anos pode levar a depressão e ansiedade.

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Como posso fazer?

Vamos ao primeiro caso em que você diz para o seu filho que “Você não vai sair para brincar até que arrume seu quarto”.  Veja como seria para você se falasse da seguinte maneira: “Você vai poder brincar, mas antes de sair pode arrumar seu quarto”, de forma séria e assertiva. Não deve-se aqui colocar como uma troca ou contrapartida por algo.

Se a criança, mesmo assim, se negar a arrumar o quarto você pode argumentar com ela sobre a seriedade dessa situação e explicar que quanto mais rápido ela arruma o quarto, mais rápido poderá brincar com seus amigos.

Afinal, o que mudou?

A questão aqui é deixar claro para o seu filho que você concorda e quer que ele brinque com os amigos, ou quem quer que seja, pois brincar é tão importante quanto arrumar o quarto ou não deixar as roupas no chão da casa.

É bem capaz que você ouça resposta que brincar é muito mais divertido que arrumar o quarto ou não deixar as roupas pela casa. O que é realmente verdade, e você sabe disso. Ou alguém aqui tem uma opinião contrária?

O que precisamos é passar para os nossos filhos o conceito de equilíbrio. Ensinar para eles que se uma coisa é melhor que outra e quando fazemos só ela vai gerar uma necessidade de compensação por outra parte.

É nesse momento de compensação que surgem sintomas, ou emoções que fazem com que as crianças acabem por aprender o que é culpa, insegurança e medo.

A infância é o momento o qual eles precisam aprender a ter equilíbrio entre trabalho (pequenas responsabilidades) e diversão ou serão adultos tristes que sentem culpa por se divertir. Podendo até não saber nem como vão brincar com seus próprios filhos.

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Se você por acaso sente algo do tipo pode começar a desbloquear esse “trauma emocional” a partir dessas 03 dicas:

                #1: Lembre a sua infância: Concentre-se, faça de 4 a 6 respirações suaves e ao se conectar com si mesmo, perceba quais foram os seus melhores momentos na infância, do que gostava de brincar. Faça uma lista de pelo menos 05 brincadeiras e relacione as pessoas que estavam com você (não se assustem se na maioria não forem seus pais)

#2: Comece devagar: Aproveite um momento que seu filho esteja brincando com outras crianças ou primos e participe um pouco dela. Você se sentirá cada vez melhor e logo estará apto para brincar.

#3: Compre ou adote um cachorro: Essa opção é a mais drástica e deve ser usada no caso de você não querer procurar a ajuda de um profissional. É algo que não aconselhamos e não vai resolver o seu comportamento. Apenas permite que a criança não fique sem essas de brincadeira na infância.

E por fim, é fundamental que as crianças não sejam pressionadas a realizar as nossas brincadeiras ou sonhos de infância. Podemos até estimulá-los a uma brincadeira ou mesmo um esporte, mas não podemos tirar deles a chance de viver a experiência de escolher e fazer do modo que quiser.

Os nossos filhos possuem as próprias experiências e partir desse respeito e identificação é que podemos buscar uma conexão ainda maior.

Perceber as emoções e os sentimentos dos nossos filhos para que possamos apoiá-los a tornar-se adultos emocionalmente saudáveis é o nosso papel. 

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