Atitudes na infância podem se tornar uma ameaça ao futuro do seu filho?

Por Simone Gomes

Os eventos traumáticos durante a infância tem sido alvo de numerosos estudos no âmbito da Psicologia, devido ao impacto gerado no desenvolvimento do indivíduo. Os resultados mais significativos relacionam experiências adversas durante a infância com o risco de perturbações físicas e psicológicas na idade adulta.

E é sobre isso que fala o texto a seguir escrito pela Administradora e Coach Simone Gomes, e que também é mãe e por isso vivenciou parte dos desafios apontados na pesquisa.

Cerca de um terço da população mundial (20 milhões de crianças), convive com uma média de cinco doenças ao mesmo tempo. É o que aponta um estudo realizado em 188 países, o Global Burden of Disease (2015), em tradução livre, “Carga Global de Doença”.

Ansiedade, Depressão e Câncer

A pesquisa mapeou patologias, como a ansiedade, a depressão, o câncer e a perda de memória. Mas o que causa tantas doenças? O que pode reduzir em até 20 anos a expectativa de vida e aumentar em mais de 3 vezes o risco de AVC ou ataque cardíaco?

Para a pediatra canadense Nadine Burke Harris, a resposta pode estar na infância. Conhecida por ser pioneira no tratamento do estresse tóxico causado por traumas infantis, Nadine explica que crianças sobrecarregadas com hormônios de estresse desenvolvem dificuldades de aprendizado e comportamento. Além disso, essas adversidades afetam a estrutura e as funções do cérebro, o sistema imunológico e podem afetar até a forma como o DNA é replicado.

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Crianças multitarefas

Crianças sobrecarregadas com hormônios do estresse, como o cortisol, podem ficar em modo de congelamento ou susto, isto é, seus corpos vão ter as mesmas reações que teriam em situações de risco ou perigo. O grande problema é quando as crianças se sentem estressadas e com medo por conta dos próprios pais e acabam por não aprender na escola e, terem dificuldade de confiar em adultos ou desenvolver relacionamentos saudáveis. Em consequência, podem se tornar adultos solitários ou desenvolver vícios em álcool e drogas.

A pediatra revolucionou o tratamento das maiores enfermidades dos Estados Unidos, quando, em 2008, por meio da pesquisa The Relationship of Adverse Childhood Experiences to Adult Health: Turning Gold Into Lead (O Relacionamento de Experiências Infantis Adversas com a Saúde do Adulto: Transformando o Ouro em Chumbo), a fez chegar à conclusão de que as experiências traumáticas de seus pacientes como abusos sexuais, físicos e psicológicos, ocorridas antes dos 18 anos de idade, estavam tendo um impacto em sua saúde podendo causar desordens até a vida adulta.

Esses traumas são conhecidos cientificamente como Adverse Childhood Experiences (ACE), ou em português, Experiências Adversas na Infância (EAI). A partir dos dados da pesquisa com aproximadamente 17.500 pessoas, foi descoberto que há uma relação direta entre o número de EAI, a saúde física, a saúde mental e todos os resultados de vida ao longo do tempo.

Existem duas categorias destes traumas. Os pessoais, aqueles que atingem você diretamente, seja violência sexual, negligência psicológica, etc; e os relacionados a terceiros, que atingem de forma indireta, por exemplo, morte precoce de pais, mãe alcoólatra, entre outros.

Abaixo são demonstrados os índices em relação alguns indicadores deEAI:

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E se a solução estiver na sua mente?

Assim como os vícios emocionais, a intoxicação por estresse tem origem em crenças limitantes e traumáticas. Hoje, sabemos que elas podem ser mudadas através da plasticidade neural, isto é, a capacidade de desenvolver novas conexões entre os neurônios a partir de novos estímulos e novos comportamentos. Para lidar com as EAI e obter mudanças positivas na sua vida, você precisa reconhecer a importância de iniciar uma jornada de mudança e cumprir essa jornada a partir da reprogramação de crenças.

Nessa jornada, um profissional de Coaching Integral Sistêmico poderá ajudar na ressignificação destas crenças com eficiência.

Vamos mapear seu índice?

Você gostaria de ter acesso e fazer o teste para mapear qual o seu índice EAI? Em caso positivo, deixe o seu comentário que lhe encaminho. Ok?

Após o preenchimento, pense um pouco: Quantas EAI você teve? O que você acha que pode fazer para reverter isso em você? E com os seus filhos?

E se você é pai ou mãe, é fundamental que não exponha os seus filhos ao mesmo mal. Estabeleça limites, mas faça isso de forma amorosa de forma a construir resiliência, comunicando a perfeita linguagem do amor. Assim, será construído um ambiente familiar no qual crianças ou adolescentes, vão se sentir verdadeiramente amparados, importantes e pertencentes.

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Ps: Lembre que a pontuação é apenas um indicador, não necessariamente essa pontuação indica a presença de alguma patologia na vida adulta.

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