#5 principais medos na gravidez

 

É comum que muitos papais e mamães, principalmente as mães por estarem esperando o bebê, tenham alguns medos na gravidez. E se estamos falando do primeiro filho o medo aumenta, já que em muitos casos não nos sentimos plenamente preparados para essa nova situação, na qual tudo é muito novo e diferente.

Os medos na gravidez é um assunto que os pais têm abordado em muitos atendimentos que realizo, assim como por meio de mensagens no blog.

 

Mudanças físicas e emocionais

Isso ocorre porque são muitas mudanças tanto no aspecto físico (hormônios e estrutura do corpo) quanto emocional. Sendo exatamente esse segundo ponto que iremos tratar aqui.

Os casais ou as mamães têm uma tendência de se preocuparem mais com o aspecto físico e focarem as suas atenções todas para as demandas ocasionadas pelas transformações que ocorrem nesse período, e se esquecem da parte emocional.

 

Preparação Emocional

Entretanto, muitas dessas demandas são originárias da falta de uma preparação emocional adequada a qual acabam gerando insegurança e medo.

É nítida essa percepção a partir dos 5 principais medos apresentados pelos pais que usualmente são os seguintes:

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                1 – Estou estressada ou muito agitada e isso pode fazer mal para o bebê?

                É fato que a alteração dos hormônios mudam o humor das grávidas e aliado aos novos desafios ainda podem gerar ansiedade, que se somarmos ao stress ou agitação pode potencializar mais os seus efeitos. Mas perceba como todos esses aspectos são comportamentais e podem ser transformados gerando mais tranqüilidade e segurança.

                2 – O parto vai doer demais…

                As anestesias amenizam a dor do parto para níveis suportáveis, mas vai sim ocorrer alguma dor. Além disso, existem algumas técnicas de respiração que podem ajudar. O que pode ser feito também é um de identificação a origem desse medo. Isso mesmo, o medo não surgiu porque você imaginou que no futuro algo lhe traria dor. Ele baseado em alguma experiência anterior que pode e deve ser trabalhada.

                3 – Tenho pavor de agulhas, não gosto nem de pensar na anestesia

                Essa é uma tendência do ser humano, pensar na dor e buscar soluções para fugir dela. E qual outro caminho? Muitos me perguntam. Você deve se concentrar nos benefícios que serão trazidos pelo processo, tirar o foco da injeção e se concentrar na anestesia já é um excelente caminho que você já pode praticar agora. A partir daí pode ser realizado um trabalho de percepção da intenção positiva e assim diminuir e até eliminar esse medo.

                4 – E se eu não conseguir amamentar?

                Existem diversas técnicas que os médicos passam que ajudam nesse processo, além dos bancos de leite que contribuem muito. Aliás, sugiro que se você tem esse medo procure um banco de leite da sua cidade e acompanhe essa rotina por algumas horas. Entretanto, sabemos que o nosso cérebro é quem controla essa situação e somente um estado de segurança e confiança vai proporcionar uma amamentação mais tranquila.

 

                5 – Será que vou dar conta de ser mãe ou Pai?

                Esse é um clássico, a quase totalidade dos pais tem esse medo porque na verdade não se preparam para serem pais ou mães. É isso mesmo, vão buscar informação e conhecimento naquilo que aprenderam com seus pais (que deram o melhor que tinham, tenha certeza disso). Em alguns casos até dizem que não querem repetir os erros cometidos por eles, mas não procuram desenvolver comportamentos para fazer diferente e o resultado é um só: a repetição do padrão anterior e uma grande frustração.

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Os medos são só das mães?

É fato que maioria desses medos são externalizados ou vividos pelas mães e os pais ficam numa situação de suporte e apoio. A questão é que eles também precisam estar cientes desses medos e como devem contribuir para apoiar as mães nesse momento.

O que usualmente ocorre são os futuros papais negarem os sentimentos da mãe afirmando que é bobagem ou mesmo uma preocupação boba. Em alguns casos não verbalizam isso, mas também não contribuem para a melhoria do estado emocional da mãe.

 

Papais conscientes

Percebo que na sociedade atual não fazem por maldade ou por acharem que esse é o papel deles, ao contrário, os papais estão cada vez mais participativos nesse processo e buscando orientação adequada para suprir essas demandas.

A questão é que estão ainda atrelados a antigos padrões de comportamentos no que tange a gravidez e criação dos filhos e por isso acabam por repeti-lo.

E por isso fizemos um E-book sobre Inteligência Emocional para os Pais que abordam como tratar as emoções primárias: raiva, medo, tristeza e alegria. E que pode te ajudar bastante a entender melhor esse universo.

Se quiser já ir sabendo mais sobre outros aspectos da relação entre pais e filhos me envie uma mensagem pelo Whtasapp, é só clicar no link, e receberá material exclusivo uma vez por semana.